Boletim do São Paulo
Apesar
do valor investido na contratação de Paulo Henrique Ganso, Jádson é titular
absoluto do São Paulo e o técnico Ney Franco já sabe disso.
Quando chegou ao Morumbi em setembro
do ano passado, Paulo Henrique Ganso tinha uma certeza. Estava chegando par ser
titular, fazer a diferença. Hoje a realidade do camisa 8 já mostra que isso
ainda é um sonho distante.
A primeira partida do ano, foi
suficiente para Ney Franco decidir. Ganso e Jádson não podem jogar juntos. E
para desespero de Ganso, é ele quem vai para o banco.
Com a saída de Lucas, o torcedor Tricolor
esperava que Ganso e Jádson pudessem jogar juntos. Mas Ganso não consegue jogar
aberto pela direita e Jádson quando o faz, rende pouco. Por isso só um deles
pode jogar.
E fica muito claro porque joga o
camisa 10. Nas duas últimas partidas, o São Paulo acabou derrotado. 4 a 3 para
o Bolívar em La Paz e 3 a 1 para o Santos na Vila Belmiro.
Nessas partidas Jádson fez 2 gols, e
deu duas assistências. Ele ataca, ajuda na marcação, finaliza bem de fora da
área, quando precisa infiltra na área adversária, joga para o time.
Ganso
não. O camisa 8 parece um trem, que joga em cima de trilhos e só corre para
frente ou para trás. Joga do círculo central até a grande área do campo de
ataque. Só tem uma marcha. A marcha lenta, da cadência. Com a bola nos pés ou
não, para Ganso só existe o ritmo lento da música clássica, do toque refinado
(mas nem sempre correto).
Com
esse futebol, Ganso não conseguira ser titular do São Paulo, e assim como
aconteceu no Peixe, vai ficar aborrecido, chateado. Ano passado, ele disse que
precisava mudar de ares. Acho que a análise estava errada. Ele precisa é mudar
a sua postura, senão, continuará a ser um jogador virtual, será mais no
imaginário dos torcedores. Um craque que nunca existiu.
E
você torcedor, concorda com Ney Franco? Ganso merece ser reserva, ou deveria
ser titular?
FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO X PONTE PRETA
SÃO PAULO X PONTE PRETA
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 6 de fevereiro de 2013, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: José Cláudio Rocha Filho (SP)
Assistentes: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Edson Rodrigues dos Santos (ambos de SP)
Assistentes adicionais: Welton Orlando Wohnrath e Flávio Rodrigues de Souza (ambos de SP)
SÃO PAULO: Denis; Douglas, Lúcio, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson, Cañete e Jadson; Osvaldo e Aloísio
Técnico: Ney Franco
PONTE PRETA: Edson Bastos; Artur, Cléber, Ferrón e Uendel; Baraka, Memo, Cicinho e Diego Rosa; Chiquinho e William
Técnico: Guto Ferreira
