São Paulo passa fácil pelo RB Brasil, vai à semi do Paulista e ameniza crise

Ceni exalta confiança, manda abraço a Muricy e se esquiva sobre Sabella

Milton Cruz descarta virar técnico fixo e elogia Sabella, principal alvo do clube

Falcão visita São Paulo, vê vitória sobre o RB Brasil e tieta Rogério Ceni

sábado, 23 de maio de 2015

Pressionado por protestos, São Paulo vence o Joinville no Morumbi

Dória, Michel Bastos e Alexandre Pato fizeram os gols da vitória por 3 a 0 do Tricolor, que assume provisoriamente a liderança. Time catarinense está na vice-lanterna



Protesto da torcida na chegada ao estádio, vaias direcionadas antes, durante e depois do jogo, boa atuação diante de um adversário fraco... A vitória do São Paulo sobre o Joinville, por 3 a 0, neste sábado, no Morumbi, pela terceira rodada do Brasileirão, teve os ingredientes comuns a um momento pós eliminação na Libertadores e início oscilante de competição nacional.
Os gols de Dória, Michel Bastos e Alexandre Pato ajudaram a acalmar os ânimos do torcedor, que dentro do Morumbi se dividiu entre vaias e aplausos. Ao menos passou o clima pesado após a eliminação para o Cruzeiro, na Libertadores, e a derrota para a Ponte Preta, no Brasileirão. 
Agora com duas vitórias e uma derrota na competição, o São Paulo chega a seis pontos e está na liderança provisória, podendo ser ultrapassado no complemento da rodada, domingo. O time catarinense, com apenas um ponto em três rodadas, está na vice-lanterna.
Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o São Paulo joga fora de casa. No domingo, às 16h, o Tricolor visita o Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre. O Joinville, por sua vez, faz o jogo das 21h no sábado, contra o Atlético-PR, em casa.
Michel Bastos São Paulo x Joinville (Foto: Marcos Ribolli)
O jogo
Os protestos da torcida, dentro e fora do Morumbi, mexeram com o São Paulo. Pelo menos nos primeiros 20 minutos do primeiro tempo. Sem dar qualquer espaço ao Joinville, o Tricolor foi ao ataque e levo perigo aos catarinenses. É verdade que Luis Fabiano e Michel Bastos deram duas furadas na grande área, mas Thiago Mendes obrigou Oliveira a grande defesa aos 10 minutos.
No minuto seguinte, após cruzamento de Bruno da direita, Dória não deu chance ao goleiro do Joinville. Com cabeçada certeira, o zagueiro abriu o placar para o São Paulo. Aos poucos, no entanto, os donos da casa diminuíram o ritmo. A diferença técnica entre as equipes, porém, dez com que o Joinville não conseguisse aproveitar e levar perigo. Ceni apenas observou.
São Paulo x Joinville (Foto: Marcos Ribolli)

Na saída para o intervalo, Luis Fabiano, que saiu para a entrada de Alexandre Pato, desabafou sobre os protestos e o momento com o time. Pato ficou alheio a isso e deu mais velocidade ao ataque tricolor. Mais do que isso. O camisa 11 deu belo passe para Michel Bastos acertar lindo chute cruzado de esquerda, aos 13 minutos, e ampliar para o São Paulo.
São Paulo x Joinville (Foto: Marcos Ribolli)

Sem força para reagir, o Joinville obrigou Ceni a importante defesa em chute de Jael. E só. Já o Tricolor teve outras inúmeras chances de ampliar, mas parou na falta de pontaria. Até que Pato, depois de algumas tentativas, acertou o alvo. Aos 40, depois de passe de Thiago Mendes, ele acertou belo chute rasteiro: 3 a 0. Vitória que ameniza a cobrança do torcedor são-paulino.

Globo Esporte

Chamado de "pipoqueiro", Fabuloso discorda de protesto fora do Morumbi

Atacante se diz frustrado por palavras de parte da torcida e aceita críticas, mas não aprova ação no lado externo do estádio, antes de São Paulo x Joinville


Luis Fabiano foi um dos principais alvos do protesto de parte da torcida do São Paulo, antes de a bola rolar contra o Joinville, neste sábado, no Morumbi, pela terceira rodada do Brasileirão. No lado externo do estádio, o centroavante foi hostilizado pelos organizados, chamado de "pipoqueiro" e teve máscaras com seu rosto pendurada em crucifixos. Atletas como Reinaldo, Souza e Ganso também foram xingados.
Dentro do campo, os organizados gritaram novamente "Luis pipoqueiro", mas foram abafados pelo restante dos torcedores, em apoio com coro de "Luis Fabiano". Na saída para o intervalo, o centroavante comentou sobre a situação.
– É um pouco frustrante, sim. Mas eles têm o direito, porque pagaram ingresso. Não há motivo para desabafar, porque estou aqui para fazer o meu trabalho. Tenho de cumprir com as minhas obrigações. O torcedor tem todo o direito de se manifestar da maneira que ele achar melhor. Aqui dentro a gente até atura, mas fora do estádio fica um pouco chato. Não é por causa de xingamentos que eu vou largar tudo e sair correndo. Tenho de sair da melhor maneira possível. No Brasil, quando você ganha e faz gol no rival, você é o cara. Quando perde, você é ruim e xingado – disse
São Paulo x Joinville (Foto: Marcos Ribolli)


Sem perspectiva de renovação do contrato válido até dezembro, o jogador de 34 anos não deve seguir no Tricolor. Ele, inclusive, não quer fazer o sétimo jogo pelo Brasileirão antes de resolver seu futuro, para não ficar impedido de defender outro time.
– No decorrer da semana vamos ver o que acontece. Muito se fala e pouco se faz, mas estou tranquilo. Tenho de entrar em campo e fazer meu papel. Não estou chateado. O negócio é tentar desempenhar até o momento em que eu estiver aqui da melhor maneira possível. Todo mundo sabe o carinho que eu tenho pelo clube – afirmou.
Luis Fabiano, por fim, disse ter se resolvido com Pato. Os dois trocaram farpas publicamente por conta de declarações sobre ficar no banco ou virar titular. Depois de treinar ao lado do atacante no CT da Barra Funda, Fabuloso começou a partida entre os 11, mas foi substituído por Pato no intervalo. Ainda assim, o técnico Milton Cruz também testou formação com Thiago Mendes, escolhido para jogar desde o início.
– Não teve problema. Ele (Pato) falou uma coisa, eu respondi, conversamos e nos acertamos. Está tudo certo. Treinei com ele, joguei sem ele (risos). O Milton é muito inteligente na hora de armar o time, ele monta a equipe em cima da característica do adversário – finalizou.

Globo Esporte

Michel Bastos renova contrato com o São Paulo até 2017: "Era meu desejo"

Meia acerta permanência no Tricolor e comemora: "Quero fazer história aqui"



Prioridade da diretoria do São Paulo, a renovação de contrato de Michel Bastos foi assinada. O meia vai ficar no Tricolor até 2017. A confirmação do novo acordo foi divulgada neste sábado, no site oficial do clube do Morumbi.
Michel Bastoas chegou em agosto de 2014 com a missão de substituir Kaká e foi decisivo na campanha do time durante o segundo turno do Brasileiro. O vice-campeonato na temporada passada classificou a equipe para a disputa da Taça Libertadores da América. 
– Desde que cheguei ao São Paulo me identifiquei muito com o clube e com a torcida. Era meu desejo permanecer aqui, sempre deixei claro. Estou muito feliz e meu pensamento agora é retribuir a confiança com muito empenho, sendo decisivo nos jogos e com títulos – disse o atleta, em entrevista ao site oficial do clube.

Michel Bastos São Paulo Treino (Foto: Marcos Ribolli)
Com cinco gols e oito assistências, Michel Bastos foi um dos principais jogadores no início da temporada de 2015. O novo contrato tem cláusula prioritária para o jogador ficar mais um ano no clube, ou seja, até 2018.
Os números indicam que a permanência de jogador é importante para o São Paulo. Com 48 jogos pelo clube, ele marcou nove gols e deu 16 assistências.
– Quero fazer história aqui. Hoje é mais uma oportunidade que temos em campo. Precisamos largar bem no Brasileiro para sonhar com este título –  afirma  o meia. 

Globo Esporte

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Ponte Preta perde chance de golear, mas vence o desorientado São Paulo

Baseada no contra-ataque, Macaca perde muitas chances e vê vitória mais larga parar em Rogério Ceni, único destaque de um Tricolor facilmente dominado em campo

A Ponte Preta perdeu a chance de golear o São Paulo nesta noite, em Campinas. A vitória só por 1 a 0 esbarrou na má pontaria dos atacantes e no goleiro Rogério Ceni, que fez pelo menos três defesas difíceis. Quase todas em lances iguais. Em alta velocidade, contra-atacou com o trio de ataque formado por Biro-Biro, Felipe Azevedo e Diego Oliveira municiado por Renato Cajá. Sempre livres na área tricolor, finalizaram uma, duas, três, quatro vezes... E pararam em Ceni, que só não conseguiu espalmar em cheio o chute de Cajá, logo no início da partida (veja os melhores momentos no vídeo acima).
Sim, no início, embora Alexandre Pato tenha afirmado no fim do jogo que o São Paulo sofreu o gol no fim e ficou difícil empatar. Perdido no tempo, no espaço e na bola, o time da capital foi completamente dominado pela estratégia de Guto Ferreira, técnico da Ponte.


Os jogadores mais ofensivos falharam. Centurión perdeu a bola no lance do gol de Cajá, Ganso ignorou a punição do STJD e os portões fechados, e se transformou em torcedor em alguns momentos. Pato participou pouco, o que é habitual quando ele atua como único atacante nesse 4-4-1-1 de Milton Cruz, que deu certo em dois jogos, contra Corinthians e Cruzeiro no Morumbi. Seguem sendo as únicas boas atuações do São Paulo neste ano. Fora de casa, zero. Nada.

Renato Cajá, Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli)

A entrada de Luis Fabiano, no início do segundo tempo, não mudou muito o panorama. No jogo 700 de sua carreira, ele chutou de longe com certo perigo e bateu de primeira, para fora, após cruzamento de Bruno. Uma comemoração bem modesta.
A Ponte só parou de assustar o São Paulo quando seu quarteto de frente cansou. Os substitutos Roni e Juninho, além do incansável Biro-Biro, não ofereceram o mesmo perigo.
No próximo fim de semana, o São Paulo receberá o Joinville, sábado, às 18h30, enquanto a Ponte Preta jogará no domingo, no mesmo horário, contra o Cruzeiro, no Mineirão. 

Globo Esporte

Procura-se um camisa 10



A camisa 10 no futebol é destinada ao grande craque de um time. Mesmo na várzea, a 10 sempre fica com o cara que tem mais habilidade e visão de jogo. Voltando um pouco no tempo, a 10 era destinada ao "cérebro do time", aquele jogador que pensava e antevia as jogadas, fazendo o time jogar, criando jogadas espetaculares.
No futebol moderno, dizem, que não existe mais este jogador, o tal meia clássico, que dá cadência ao jogo e, muitas vezes, quem veste a 10 é um ponta de lança, claro que com requisitos e status de craque.
No meu time, dizem, ainda tem esse tal meia clássico.
Um certo Paulo Henrique, vulgo Ganso, que seria capaz de jogadas geniais, lançamentos dignos de um quarter back, que se apresenta para o jogo e chama a responsabilidade.
Eu disse "seria capaz"... Pode ser até que ele seja, mas ele não quer ser capaz de tais feitos.
No meu time joga um camisa 10 omisso, que não tem regularidade, que não chuta a gol, que some do jogo como num passe de mágica e seria capaz de não ser sequer mencionado por torcida ou crônica esportiva, não fosse ele o camisa 10 e não fosse ele o tal Ganso.
Já faz um tempo que foram gastos os incríveis 23 milhões de reais no craque que até aqui, para alguns, não fez valer o valor investido.
Peguei alguns números do nosso camisa 10 deste ano e o que ele produz chega a ser ridículo quando comparado à produção de outros jogadores no mesmo campeonato.
Por exemplo:
No campeonato Paulista deste ano Ganso fez 1 gol, foi o 7º no time neste quesito e apenas o 86º no campeonato.
Ah, mas ele é o 10. O negócio dele é dar passe para gol.
Ok. No mesmo campeonato foram 18 assistências, somando as que resultaram em gols e as que resultaram em finalização apenas. Olha aí o número como melhora!!! Tolo quem acredita nisto.
Dessas 18, 3 resultaram em gols. Ele nem é o primeiro no time neste quesito e no campeonato se olharmos apenas as assistências que resultaram em gol ele é o 15º.
Isto tudo levando em consideração que tivemos um dos melhores ataques da competição.
Ah, mas ninguém leva a sério o Paulistinha?
Ok. Vamos ao que interessa: Copa Libertadores 2015.
Nenhum gol marcado. Nenhuma assistência que resultou em gol!!!!!!!!!!!!!!
E quando você olha para outros números neste torneio, que é o mais importante para nós são paulinos, os números são piores ainda.
Nosso camisa 10 chutou 4 bolas ao gol. No time do São Paulo, 11 jogadores chutaram mais que nosso 10.
Ah, mas e os lançamentos?
Entre certos e errados, foram 11 lançamentos. No campeonato, tem pelo menos 200 jogadores (arredondando, porcamente, para baixo) que lançaram mais do que ele no torneio continental.
Ah, mas no ano passado ele foi bem pra caramba e ajudou demais o time.
Concordo. 2014 me fez ficar empolgado com o camisa 10 e vislumbrar um 2015 muito melhor.
O que quero mostrar aqui é que o craque do time vive de lampejos superestimados pela imprensa e por nós torcedores. Ele dá um passe, faz uma jogada genial e... Some! Não só daquele jogo, mas, muito provavelmente, de alguns dos jogos seguintes.
Se você que lê meu descontentamento não concorda, acesse o footstats, procure pelo nosso camisa 10 e compare os números. Reveja os principais jogos do ano (na íntegra). E reflita sobre o assunto.
Não quero dizer que Ganso seja ruim de bola. Pelo contrário, acho que ele tem um potencial espetacular, qualidade técnica absurda e visão de jogo sem igual, mas ele precisa ser mais participativo e efetivo nos jogos, sem contar, ser mais constante.
Ao Ganso, sugiro que assista algumas das diversas finais que o São Paulo disputou entre 1991 e 1993 e veja como um autêntico camisa 10 deve se portar em campo! Certeza que verá o tal meia clássico que faz tudo que listei no começo deste texto e que o atual camisa 10 está muito, mas muito longe de ser.
Mas o camisa 10 é o problema no São Paulo? Com certeza não é. Mas devemos cobrar quem tem algo a oferecer para o time. Devemos cobrar de quem tem qualidade pra mudar o cenário atual e elevar o patamar da equipe. 
Já os que não tem qualidade, eu não sei nem porque estão lá.

Sem mais...

Vamos São Paulo!

@mgoncalves1982

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Cruzeiro vence nos pênaltis, elimina SP e vai às quartas da Libertadores

O Cruzeiro venceu o São Paulo após disputa de pênaltis, depois de empate no resultado agregado, e avançou às quartas de final da Copa Libertadores. A partida disputada nesta quarta-feira (13), no Mineirão, pelas oitavas de final, teve vitória do Cruzeiro por 1 a 0 e atuação superior do time treinado por Marcelo Oliveira, que começou pressionando e aproveitando os espaços deixados pelo São Paulo, desorganizado. A equipe de Milton Cruz teve imensa dificuldade para chegar ao gol adversário e acabou ficando para trás quando Leandro Damião abriu o placar, no início do segundo tempo.
Nos pênaltis, Rogério Ceni ainda brilhou, convertendo a primeira e defendendo a cobrança de Leandro Damião, na sequência. Depois, Souza e Luis Fabiano erraram para o São Paulo e o zagueiro Manoel teve a chance de definir a vitória do Cruzeiro na quinta cobrança, mas novamente parou em Ceni. Na primeira série das alternadas, Lucão perdeu para o São Paulo e Gabriel Xavier definiu a vitória do time da casa. No fim o brilho maior foi de Fábio. 
Agora, o Cruzeiro aguarda o resultado do confronto do clássico argentino entre Boca Juniors e River Plate, na Bombonera, nesta quinta-feira (14), para saber qual será o adversário das quartas de final. O River venceu a primeira partida, no Monumental de Nuñez, por 1 a 0. 
Fases do jogo
O Cruzeiro viu a possibilidade de um bom início de jogo diante de um São Paulo muito desorganizado. Nos dez primeiros minutos, o time do interino Milton Cruz não teve meio de campo – Souza e Denilson tiveram muita dificuldade para marcar o meio de campo adversário e deixaram espaços.
Se o São Paulo não dominava o espaço no meio de campo, falhava no setor ofensivo. Pato buscou jogo, mas errou quase tudo que tentou – em dois momentos, logo no início do jogo, seus erros proporcionaram ataques do Cruzeiro.
O Cruzeiro aproveitou a desorganização do São Paulo para pressionar. Teve oportunidades de finalização de diferentes ângulos e, ainda no início, conquistou uma sequência de escanteios que levou perigo ao gol de Rogério Ceni. O time bicampeão brasileiro, treinado por Marcelo Oliveira, ainda se aproveitou do espaço no meio de campo são-paulino em jogada individual do volante Willians: ele dominou no meio de campo e avançou, driblou dois adversários e finalizou por cima.
Mesmo com o domínio, o Cruzeiro teve dificuldade para entrar na área do São Paulo. Se meio de campo e ataque não funcionavam, a dupla de zaga formada por Rafael Toloi e Lucão marcou com precisão e fechou os espaços.
O São Paulo respondeu com Michel Bastos. O meia que não jogou na vitória por 1 a 0 no Morumbi, após ter contraído dengue, voltou na vaga do argentino Ricardo Centurión, como meia direita. Em cobrança de falta, Michel rematou forte de pé esquerdo e levou muito perigo ao gol de Fábio. Logo depois, fez jogada individual pela direita, invadiu a área do Cruzeiro e cruzou, levando perigo.
Na parte final do primeiro tempo, Willian teve duas boas chances: uma em cobrança de falta e outra em chute de fora da área, e em ambas ficou perto de atingir o gol de Ceni.
Os times voltaram do intervalo sem alteração. E o Cruzeiro prevaleceu. Logo nos primeiros minutos o time de Marcelo Oliveira passou a pressionar muito mais o São Paulo e pela primeira vez começou a entrar na área. O gol que abriu o placar sairia na sequência: Willian lançou Mayke na direita, que se valeu de desatenção de Reinaldo e dominou nas costas de Wesley; o lateral cruzou rasteiro para Damião, que finalizou para as redes na saída de Rogério Ceni.
Marquinhos quase ampliou logo depois para o Cruzeiro, novamente em finalização de fora da área que exigiu boa defesa do goleiro são-paulino.
A pressão dos donos da casa se manteve depois do primeiro gol, e o São Paulo se manteve desorganizado. Pareceu até ceder mais espaços para o Cruzeiro. Milton Cruz, então, trocou Pato por Luis Fabiano e Wesley por Centurión – na sequência, Bruno fez boa jogada pela direita e cruzou para Luis Fabiano que, na marca do pênalti, finalizou desequilibrado, para fora.  
O São Paulo mostrou preparo físico muito inferior ao do Cruzeiro. Nos minutos finais da partida, o clube paulista não conseguia se defender ao ser contra-atacado e perdia em velocidade para os atletas do clube mineiro. No fim do jogo, De Arrascaeta perdeu a chance de definir a partida. 
Com o resultado empatado com uma vitória por 1 a 0 na casa de cada adversário, o jogo foi para os pênaltis após os 90 minutos. Para o São Paulo, Rogério Ceni e Ganso coverteram; Souza e Luis Fabiano perderam. Centurión converteu o quinto. Para O Cruzeiro, Leandro Damião perdeu, em cobrança defendida por Ceni; Marquinhos,  De Arrascaeta e Henrique fizeram. Manoel perdeu o quinto. Nas alternadas, Lucão perdeu para o São Paulo e Gabriel Xavier converteu para o Cruzeiro.
O melhor: Willian
O atacante do Cruzeiro, que passou pelo Corinthians, quase marcou em dois momentos no primeiro tempo e achou o gol que abriu o placar do jogo em excelente lançamento para Mayke.
O pior: Ganso
O meia do São Paulo não conseguiu achar espaço para jogar. Quando teve a bola, errou mais do que acertou e não conseguiu acionar Pato. Em diversos momentos, não acompanhou as jogadas de ataque da equipe e faltou como opção na área, mesmo jogando à frente da segunda linha de quatro jogadores.

Para lembrar
Dória no banco de reservas. O interino Milton Cruz deixou o zagueiro Dória, titular habitual, no banco de reservas. Preferiu escalar o zagueiro Lucão, que teve atuação sólida. O jovem havia sido convocado pela seleção sub-20 para a disputa do Mundial, mas foi liberado para se apresentar apenas na quinta-feira, e participou do jogo.
Maiores vítimas. Cruzeiro e o goleiro Fábio são as maiores vítimas do capitão são-paulino Rogério Ceni: ele tem sete gols marcados contra o clube mineiro, e sete gols contra o companheiro de posição – seis defendendo o Cruzeiro, um defendendo o Vasco.
Argentino no banco. Milton Cruz deixou Ricardo Centurión, autor do gol no Morumbi, na vitória por 1 a 0, no banco.
Mudança na zaga. No Cruzeiro, Marcelo Oliveira trocou Léo por Bruno Rodrigo e mudou o miolo de zaga.
FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO X SÃO PAULO
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 13 de maio de 2015, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Andrés Cunha (URU)
Assistentes: Miguel Nievas (URU) e Gabriel Popovirs (URU)
Gols: Leandro Damião (Cruzeiro)
Cartões amarelos: / Reinaldo (São Paulo)
CRUZEIRO: Fábio; Mayke (Willian Farias), Bruno Rodrigo, Manoel e Eugenio Mena; Willians, Henrique, De Arrascaeta e Marquinhos; Willian (Gabriel Xavier) e Leandro Damião
Técnico: Marcelo Oliveira
SÃO PAULO: Rogerio Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Reinaldo; Michel Bastos (Hudson), Denilson, Souza e Wesley (Centurión); Ganso; Alexandre Pato (Luis Fabiano)
Técnico: Milton Cruz


Uol Esporte

domingo, 10 de maio de 2015

CBF adia viagem de Boschilia e Lucão; Tricolor pode usá-los na Libertadores

Meia e zagueiro vão para o Mundial sub-20 apenas na quinta-feira. Técnico Milton Cruz, do São Paulo, comemorou a liberação para ter mais opções contra Cruze


Convocados pela seleção brasileira sub-20 para o Mundial da categoria, na Nova Zelândia, Boschilia e Lucão foram liberados pela CBF para viajar apenas na quinta-feira ao torneio. Os dois, portanto, poderão ser relacionados pelo São Paulo na partida de quarta-feira, contra o Cruzeiro, pela volta das oitavas de final da Taça Libertadores da América.

Boschilia, São Paulo X Flamengo (Foto: Marcos Ribolli)
O normal seria os dois viajarem para o Mundial nesta segunda-feira, mas, a pedido do São Paulo, a CBF aceitou recebê-los alguns dias depois na preparação. A seleção brasileira está no Grupo E, junto com Coreia do Norte, Hungria e Nigéria. A competição será realizada de 29 de maio a 20 de junho.
Globo Esporte

Milton Cruz diz ter dado "sorte" ao bater Luxa e cogita volta de Centurión

Emocionado ao falar sobre Dia das Mães, Milton brinca sobre vitória contra técnico antes cogitado no Tricolor, revela virose do argentino e sinaliza Fabuloso no banco


O São Paulo de Milton Cruz venceu o Flamengo de Vanderlei Luxemburgo, técnico alvo do Tricolor até pouco tempo atrás e elogiado publicamente pelo presidente Carlos Miguel Aidar. O encontro do atual comandante com o profissional que estava na mira do clube do Morumbi fez Milton responder sobre o duelo de treinadores. Em campo, Luis Fabiano e Pato marcaram na vitória por 2 a 1, neste domingo, pela estreia do Brasileirão.
Há pouco tempo, o nome de Luxa foi gritado por parte da torcida do São Paulo no Morumbi. Neste domingo, Milton foi homenageado pelos tricolores e recebeu apoio.
– O Luxemburgo é um dos melhores treinadores do Brasil. Já aprendi muita coisa com ele. Hoje, tenho de agradecer a todos técnicos que passaram pelo clube, porque tirei proveito de muitos. Talvez tenham gritado o nome dele porque era o nome falado que poderia ser contratado. Acho que dei sorte de ganhar (risos). Montei o time em cima de como eles vinham atuando. A gente acompanha o dia a dia do futebol. É um treinador que dispensa comentários. E fico feliz com o reconhecimento da torcida, eles sabem do meu valor – disse Milton Cruz.
Tenho uma maneira de pensar. Teremos um jogo muito complicado contra o Cruzeiro. Vamos ver o que é melhor para o São Paulo, não para mim. Tenho na cabeça quem vai jogar já. Não é porque fez gol hoje que vai mudar algo. O Centurión tem chances, hoje estava com virose
Milton Cruz
Depois de mesclar titulares e reservas para enfrentar o Fla pensando no jogo contra o Cruzeiro, Milton Cruz revelou que não usou Centurión por conta de uma virose do argentino. Ainda assim, ele cogita o retorno do meia-atacante para a partida de volta contra das oitavas de final pela Taça Libertadores. No primeiro confronto no Morumbi, o Tricolor venceu por 1 a 0.
Milton também sinalizou a possibilidade de deixar Luis Fabiano no banco de reservas. Ele diz já ter na cabeça o time que vai usar diante do Cruzeiro.

Milton Cruz, são paulo x flamengo (Foto: Marcos Ribolli)
– Tenho uma maneira de pensar. Teremos um jogo muito complicado contra o Cruzeiro. Vamos ver o que é melhor para o São Paulo, não para mim. Tenho na cabeça quem vai jogar já. Não é porque fez gol hoje que vai mudar algo. O Centurión tem chances, hoje estava com uma virose. O Luis e o Pato, que estão nos ajudando, sabem que o grupo todo é importante. Cada dia vai jogar um. Todos estão empenhados e me ajudam muito nos treinamentos. Agradeço eles. Nós trocamos e ninguém sai dando problema – afirmou.
O comandante, por fim, se emocionou durante a entrevista coletiva ao falar sobre o Dia das Mães. Ele agradeceu o apoio da mãe, Herondina, da esposa e dos filhos. Em sete jogos pelo Tricolor, ele soma seis vitórias e uma derrota.

Globo ESPORTE

Ceni nega mudança de postura e vê São Paulo pronto para Libertadores

Depois da vitória sobre o Flamengo, pela estreia do Brasileirão, goleiro não acredita que Flamengo foi teste para torneio continental: "Tão competitivo quanto o Cruzeiro"


Rogério Ceni fez duas importantes defesas enquanto o placar marcava 0 a 0. Em determinado lance teve até de atuar como zagueiro, ao sair para dar carrinho no adversário. O São Paulo está diferente em relação há algumas semanas. Mais raçudo, mais técnico, mais organizado... Só que o goleiro e capitão do Tricolor rechaça essa análise. Para ele, nada mudou.
Jogar com o Flamengo nunca é teste. É clássico. É tão competitivo quanto o Cruzeiro. Foi bom
Rogério Ceni
– Não teve mudança de postura. A postura é a mesma de sempre: ir atrás de vitória. Às vezes o adversário é melhor, nos surpreende. Nós perdemos clássicos no começo do ano, mas vencemos o Corinthians, o Cruzeiro... Em cada jogo, independentemente do campeonato, temos de ser profissionais – avaliou o M1to.

Marcelo Cirino São Paulo x Flamengo (Foto: Lucas Almeida/Futura Press)
A vitória sobre o Flamengo, por 2 a 1, veio com gols de Luis Fabiano e Alexandre Pato. Os dois são titulares. Mas o restante do time foi misto, com maioria reserva. Questionado se a vitória na primeira rodada do Brasileirão foi um bom teste para o duelo de quarta-feira, contra o Cruzeiro, pela volta das oitavas de final da Libertadores, Ceni valorizou o rival carioca.
– Jogar com o Flamengo nunca é teste. É um clássico. É tão competitivo quanto o Cruzeiro. Foi bom – finalizou o goleiro do time do Morumbi.


Globo Esporte